Drex: O Real Digital Chegou – Entenda Como Funciona e o Que Muda na Sua Vida Financeira
Imagine poder fazer pagamentos digitais com a segurança e confiabilidade do Banco Central, sem depender de bancos tradicionais ou cédulas físicas. Parece coisa do futuro? Não mais. O Drex — a nova moeda digital brasileira — é uma realidade e vai mudar a forma como lidamos com o dinheiro no dia a dia. Lançado pelo Banco Central, ele faz parte da transformação digital do sistema financeiro nacional e promete mais agilidade, inclusão e inovação.
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Leonardo Racoltti
5/9/20252 min read
O que é o Drex?
Um novo tipo de dinheiro
O Drex é a versão digital do real, emitida pelo Banco Central do Brasil. Trata-se de uma CBDC (Central Bank Digital Currency), ou seja, uma moeda digital controlada por uma autoridade monetária — diferente das criptomoedas, que são descentralizadas.
O nome “Drex” é uma sigla para:
D: digital
R: real
E: eletrônico
X: representando modernidade e conexão
Por que foi criado?
O principal objetivo do Drex é modernizar o sistema financeiro, promovendo:
Inclusão bancária para a população sem acesso a serviços financeiros.
Redução de custos com intermediações financeiras.
Maior rastreabilidade e segurança nas transações.


Como o Drex funciona na prática?
Transações digitais via blockchain
O Drex será movimentado por meio de uma infraestrutura de tecnologia blockchain, a mesma usada nas criptomoedas — mas com controle centralizado e regulamentado.
Mediação por instituições autorizadas
As transações com Drex não serão feitas diretamente com o Banco Central. O BC emitirá os Drex para bancos, fintechs e instituições autorizadas, que os repassarão aos usuários finais, como acontece com o dinheiro tradicional.


Vantagens do Drex para o cidadão comum
1. Acesso a serviços mais baratos e rápidos
Com menos intermediários, o custo para movimentar dinheiro tende a cair — inclusive para pequenos comércios, MEIs e autônomos.
2. Pagamentos programáveis e inteligentes
O Drex permitirá contratos inteligentes (“smart contracts”), como:
Pagamentos automáticos de faturas;
Pagamentos liberados só após entrega de mercadorias;
Financiamentos com regras embutidas no código.
3. Segurança e transparência
Transações serão registradas em blockchain, o que significa:
Menos fraudes;
Rastreabilidade;
Auditoria facilitada.


Riscos e preocupações comuns
1. Privacidade dos dados
Apesar da segurança, há preocupações com a rastreabilidade excessiva. O Banco Central promete manter a confidencialidade das informações pessoais, respeitando a LGPD.
2. Exclusão digital
Parte da população ainda não tem acesso pleno à internet ou smartphones. A inclusão digital será um grande desafio para a ampla adoção do Drex.
O que esperar nos próximos anos?
A implantação do Drex será gradual, com testes controlados em parceria com instituições financeiras. A previsão é que ele seja liberado ao público entre 2025 e 2026, após etapas-piloto.
Mudanças esperadas:
Criação de carteiras digitais próprias nos bancos;
Integração com programas sociais do governo (como Auxílio Brasil);
Redefinição de pagamentos no e-commerce e serviços públicos.
Conclusão
O Drex é mais do que uma inovação — é uma revolução silenciosa no sistema financeiro brasileiro. Ele coloca o Brasil na vanguarda das moedas digitais soberanas e oferece oportunidades de transformação para consumidores, empresas e o governo.
Compreender o Drex hoje é se preparar para um futuro financeiro mais digital, seguro e inclusivo.


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